terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Votaram mais gouveenses

Apesar de me encontrar falho de tempo, encontrei esta nesga para alinhar duas ideias, no que aos resultados das autárquicas concerne. Eu sei que as horas imediatamente seguintes ao conhecimento da votação são fracas conselheiras para a abordagem do assunto. Todavia, quarenta e oito horas passadas, parece-me que o “ambiente” já desanuviou.

Olhar para os resultados obtidos permite-nos um sem número de leituras e de interpretações, podendo, até, aplicar-se a velha máxima de que ganharam todos: até o PS que viu aumentar o seu score, em valores absolutos e percentuais. Fica a promessa de escalpelizarmos estes resultados de forma parcimoniosa, com tempo. Por ora, apenas alguns apontamentos, numa macro perspectiva: vence quem teve mais votos, logo o PSD ganhou; vence quem elege mais deputados para a Assembleia Municipal, logo o PSD ganhou; vence quem obteve mais Juntas de Freguesia, logo o PSD ganhou. Simples, aparentemente. Mas não é e fica a promessa de escalpelizarmos os resultados numa micro perspectiva. Numa coisa estas eleições estiveram melhor, votaram mais gouveenses!

domingo, 11 de Outubro de 2009

Parabéns aos vencedores


Tendo recebido, de fonte fidedigna, a informação da vitória do PSD nestas eleições autárquicas, resta-me, na qualidade de administrador deste blogue, dar os parabéns aos vencedores. Que sejam capazes, a partir de agora, de pugnar pelos superiores interesses de Gouveia, assumindo a condução do destino de todos nós.
Análise mais pormenorizada será desenvolvida noutra altura, logo que me encontre na posse de todos os resultados.

sábado, 10 de Outubro de 2009

A importância dos três R’s

Quando me propus criar este blogue idealizei-o como um espaço de reflexão, no qual todos pudessem opinar, independentemente da sua ideologia política. Fi-lo a bem do interesse de Gouveia consciente de que, de forma velada ou descomprometida, haveria de haver quem se dispusesse a perder dois minutos do seu precioso tempo a ler o que por aqui se vai escrevendo. Todavia, e apesar de Rascunhos se começar por escrever com a letra r, não é por aqui que ela ganha a ênfase pretendida (a letra).

O Respeito pela opinião dos outros, sobretudo quando exercida de forma idónea, tem sido a marca constante do Rascunhos. Agradeço, de forma sentida, o modo como têm sabido preservar a integridade deste espaço, considerando as opiniões divergentes. Só assim se entende a pouca necessidade que tenho sentido em exercer a moderação dos comentários.

Responsabilidade no equilíbrio das posições assumidas por este vosso escriba tem sido, convenhamos, outro atributo do Rascunhos. Jamais se atacou alguém de forma gratuita ou infundada, merecendo todos os post’s, sobretudo os alusivos às autárquicas, a ponderação necessária. Este exercício deve ser merecedor de particular reconhecimento, por me encontrar consciente da dificuldade que senti em equilibrar a objectividade das apreciações, face à militância partidária que não declino.

Reflexão é o período em que nos encontramos hoje. Apenas interrompo o silêncio a que me votei para recordar a importância do acto eleitoral que amanhã será levado a efeito. Votar é um direito e, sobretudo, um dever cívico. Seremos todos responsabilizados, face às gerações vindouras, pela construção do futuro que amanhã haverá de começar. Será o primeiro dia do resto das nossas vidas!

Cá estarei para a análise dos resultados, depois de felicitar os vencedores e saudar os derrotados.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Diferente, para melhor!

A realização de um debate, em período de campanha eleitoral, constitui-se como um momento de capital importância, para qualquer candidatura. Aqui, para além de ser facultada a oportunidade de explanação dos programas, os candidatos têm a possibilidade de, olhos nos olhos, confrontar os seus interlocutores com factos que entendam relevantes e, sobretudo, demonstrar a sua capacidade argumentativa, os seus dotes de oratória. Aquilo que um aprendiz de político cá do burgo disse possuir, ainda há poucos dias: vocação parlamentar (quanta imodéstia).

O debate que nos foi proporcionado assistir, na segunda-feira, ficou marcado, desde logo, por um episódio que a todos nos deve fazer reflectir: a ausência do candidato do CDS-PP, que recebeu o apoio inequívoco do seu líder nacional. É por esta e por outras afins que a política se vem descredibilizando aos olhos dos cidadãos. Adiante, voltando à questão do debate: os três candidatos remanescentes, em representação do PSD, PS e CDU, apresentaram-se com posturas e, quiçá, ambições distintas face ao exercício do poder: um tentando a sua manutenção, outro a sua conquista e um terceiro acreditando ser alternativa aos restantes. Foi nesta simbiose que se desenvolveu a contenda.

Do debate, propriamente dito, pouco haverá a dizer de substancial. Nem Álvaro Amaro devia invocar o governo para escamotear os seus insucessos, nem Armando Almeida para garantir o seu putativo sucesso. Bem esteve Nuno Abreu, igual a si próprio. Foram os créditos de uma posição descomprometida que lhe permitiram desautorizar Álvaro Amaro a propósito do SAP, com o episódio da Comissão de Utentes, quando este decidiu atacar Armando Almeida pelo seu silêncio na contestação ao encerramento do serviço de urgências, assim como o fez, igualmente, a Armando Almeida relativamente ao projecto de intervenção na zona da ribeira (ex fábrica dos Bellinos), quando reiterou a posição responsável da CDU, ao discutir o projecto em sede própria: na Assembleia Municipal, coisa que o PS se absteve de fazer. Esteve, ainda, melhor do que os seus oponentes na questão do ensino superior, furtando-se à alusão de “armadilhas” e “curto-circuitos”, valorizando outras vertentes.

Muito mais haveria a dizer sobre esta entrevista que ontem ocorreu, todavia não pretendo funcionar como factor desestabilizador desta campanha, mormente através do Rascunhos. Encontro-me fora da política sem, contudo, ter perdido o sentido crítico. Foi, justamente, esta capacidade que me ousou fazer pensar ser possível uma campanha diferente, para melhor!

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Uma boa conversa


Uma boa conversa foi o que Cavaco Silva e José Sócrates acharam ter tido hoje à tarde e mais não disseram. Regozijei, porque o povo português ficou perfeitamente esclarecido acerca da trapalhada das "escutas". Passarei a dormir mais descansado porque, afinal, o nosso PR e o nosso futuro PM são pessoas civilizadas: conseguem ter boas conversas, nos momentos mais tensos! Afinal tenho de começar a acreditar que, de facto, das debilidades nascem oportunidades. Questiono-me, no entanto, se Cavaco Silva terá mais alguma a continuar assim?

Ps - Aqui deixo uma foto do espião que o Primeiro Ministro e seu governo introduziram na comitiva presidencial, aquando da visita à Madeira. Bem camuflado, não haja dúvida! Não sei onde adquiriu ele estes dotes de dissimulação?! Um autêntico caçador furtivo!!!

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

O tira teimas


O resultado alcançado pelas diferentes forças políticas nas eleições de domingo parece-me ser assunto ultrapassado. Atrevo-me a avançar com a ideia, depois de ter ouvido alguns amigos do PSD, capazes de fazer uma análise fria das circunstâncias em estas que ocorreram, de que este era o resultado esperado e que se calhar pecou por escasso no diferencial entre os dois partidos mais votados.
No entanto, até pela amostra que aqui é possível recolher, existem pessoas, os chamados indefectíveis, que não perceberam nada do que se passou. Ficaram ressabiados e exigem, agora, desforra nas autárquicas. É com estes e através destes que estas eleições haverão de ir ao rubro, pelo seu pouco discernimento. Fico a aguardar e não contem com a minha colaboração para transformar isto no tira teimas.

domingo, 27 de Setembro de 2009

Vitória


Sem grandes alongamentos, o Rascunhos vem aqui reclamar o facto de ter acertado em cheio em todas as suas previsões: Vitória do PS sem maioria absoluta, próximo dos tais 40% aqui referidos.
Grande vitória para o Bloco de esquerda e um resultado super-simpático para o CDS-PP. A CDU foi a força derrotada em toda a linha. Tudo o resto não passarão de leituras enviesadas sem interesse de maior. Vamos, então, assistir ao raciocínio dos comentadores de serviço.